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Os resíduos de vidro utilizados em argamassas ou concretos se comportam de maneira similar ao cimento, com benefícios ambientais resultantes. Nesse sentido, o comportamento do pó de vidro de vários tamanhos de partículas foi analisado como uma substituição do cimento nas argamassas, na tentativa de minimizar a perda de resistência e durabilidade e maximizar a quantidade de materiais substituídos. A densidade seca, a porosidade acessível à água, a absorção de água por imersão, o coeficiente de absorção capilar, a velocidade do pulso ultrassônico e as resistências à compressão e à flexão foram estudadas nas argamassas. Além disso, uma análise estatística dos resultados obtidos e uma avaliação dos gases de efeito estufa também foram realizadas. À luz dos resultados obtidos, o pó de vidro de 38 microns permite substituir até 30% do cimento, devido ao efeito de preenchimento combinado com sua atividade pozolânica. Além disso, observou-se que o tamanho do pó de vidro é um dos fatores com maior influência entre as propriedades de porosidade, absorção e capilaridade. Por outro lado, nas propriedades mecânicas, esse fator não contribui significativamente mais do que a quantidade de pó de vidro. Por fim, a análise dos gases de efeito estufa mostra que a incorporação do pó de vidro reduz as emissões de CO2 associadas à argamassa em até 29,47%.
Letelier et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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