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DESENHO DO ESTUDO: Um estudo radiográfico retrospectivo envolvendo a análise de tomografias computadorizadas (TC) abdominais e pélvicas obtidas em pacientes com condições clínicas diferentes de dor nas costas. OBJETIVO: Determinar a incidência de espondilólise e espondilolistese em pacientes que necessitam de avaliação por TC em ambiente hospitalar ou no pronto-socorro para condições abdominais e pélvicas não relacionadas. RESUMO DOS DADOS ANTECEDENTES: A espondilólise e a espondilolistese fazem parte de um processo patológico que se acredita ser resultado de estresses biomecânicos relacionados à locomoção bípede. A incidência é estimada em 3% a 10% na população geral. Muitos desses casos ocorrem sem sintomas associados. Até onde sabemos, há uma relativa escassez de dados sobre o uso de TC para avaliar a prevalência dessas duas entidades em pacientes que buscam atendimento médico para condições não relacionadas. MÉTODOS: Quinhentas e dez tomografias computadorizadas consecutivas abdominais e pélvicas obtidas em um único aparelho (Philips MX8000; Eindhoven, Países Baixos) foram revisadas. Esses pacientes apresentaram queixas como dor abdominal e febre, ou foram examinados como parte de sua avaliação hospitalar para condições não relacionadas à patologia da coluna lombar. Um radiologista certificado e um residente em radiologia avaliaram retrospectivamente as tomografias para espondilólise lombar, espondilolistese e alterações degenerativas associadas. Um neurorradiologista confirmou todos os casos positivos. RESULTADOS: Dos 510 casos examinados, houve 29 casos de espondilólise em L5, correspondendo a uma prevalência de 5,7%. Vinte e três dos casos demonstraram espondilólise bilateral e 6 unilateral. Dezesseis dos 23 casos de espondilólise bilateral também tinham espondilolistese, 13 dos quais eram grau I e 3 grau II. Em pacientes com 45 anos ou menos que não apresentavam espondilólise ou espondilolistese, observou-se uma incidência de 32,2% de esclerose envolvendo os pedículos lombares L5. CONCLUSÕES: Este estudo demonstra uma prevalência de 5,7% de espondilólise e uma prevalência de 3,1% de espondilolistese em pacientes submetidos a exames de TC do abdômen e pélvis por motivos não relacionados, correspondente à taxa de espondilólise e espondilolistese detectada em estudos radiográficos prospectivos. Observou-se uma incidência de 1,2% de espondilólise unilateral, e aproximadamente 67% desses casos demonstraram esclerose contralateral. A literatura sugere que a esclerose do pedículo contralateral, observada em casos de espondilólise unilateral, pode ser uma resposta compensatória a estresses mecânicos em um corpo vertebral lombar instável.
Belfi et al. (Qua,) estudaram esta questão.
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