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INTRODUÇÃO: As informações clínicas sobre a bacteremia por Elizabethkingia meningoseptica (EM) em pacientes de unidade de terapia intensiva (UTI) são limitadas e o impacto nos desfechos é incerto. O objetivo deste estudo foi investigar as características clínicas e o impacto da bacteremia por EM em comparação com outros bacilos Gram-negativos não fermentadores de glicose (GNF-GNB) em pacientes da UTI. MÉTODOS: Este estudo de coorte retrospectivo incluiu 70 pacientes que desenvolveram bacteremia por GNF-GNB após admissão na UTI, incluindo 19 casos de bacteremia por EM (19/70, 27,1%). A principal medida de desfecho foi a mortalidade hospitalar. RESULTADOS: Os pacientes com bacteremia por EM apresentaram uma taxa menor de terapia antibiótica apropriada (15,8% vs. 62,7%, p < 0,001) e um tempo maior até o início da terapia antibiótica apropriada (76,8 ± 46,4 vs. 35,1 ± 38,7 h, p < 0,001), mas com uma menor gravidade na avaliação de fisiologia aguda e saúde crônica (APACHE) II e estado de choque (p < 0,05) no início da bacteremia, em comparação com aqueles com bacteremia não por EM. A mortalidade hospitalar entre aqueles com bacteremia por EM e não por EM foi semelhante (63,2% vs. 51,0%, p = 0,363). No entanto, a bacteremia primária foi notada mais frequentemente no grupo EM em comparação com o grupo não EM (57,9% vs. 25,5%, p = 0,011), e a razão de chances foi 4,294 (intervalo de confiança de 95% 1,292-14,277, p = 0,017) na análise de regressão multivariada. CONCLUSÃO: Entre os pacientes com bacteremia por GNF-GNB, o número de casos com bacteremia primária e terapia inadequada foi significativamente maior no grupo EM do que no grupo não EM.
Chen et al. (Qui,) estudaram essa questão.