Resumo. A educação baseada em campo é uma pedra angular da aprendizagem em geociências, oferecendo aos alunos a oportunidade de conectar o conhecimento teórico com contextos geológicos do mundo real. No entanto, o acesso a tais experiências continua limitado devido a barreiras logísticas, financeiras, ambientais e sociais, especialmente em ambientes remotos ou extremos como o Alto Ártico. Em resposta a esses desafios, as Experiências Virtuais de Campo (EVCs) estão emergindo como ferramentas promissoras para complementar o trabalho de campo tradicional. Neste estudo, investigamos como as EVCs contribuem para a aprendizagem experiencial entre os alunos do Centro Universitário em Svalbard (UNIS) em Longyearbyen, Svalbard. Utilizando uma abordagem de métodos mistos fundamentada na teoria da aprendizagem experiencial e no Modelo de Aceitação de Tecnologia, entrevistamos 66 alunos que utilizaram EVCs como parte de cursos de geociências na UNIS antes e depois de excursões de campo físicas. Os resultados revelam que os alunos consideraram as EVCs particularmente valiosas para orientação pré-campo, consciência espacial e reflexão pós-campo. Os alunos relataram uma melhor prontidão, compreensão conceitual mais profunda e maior envolvimento. As representações virtuais permitiram que revissem locais complexos, identificassem características negligenciadas e consolidassem observações feitas durante o trabalho de campo. Importante, a maioria dos participantes não viu as EVCs como uma substituição ao trabalho de campo tradicional, mas reconheceram seu papel em tornar a aprendizagem em campo mais inclusiva, repetível e acessível. Destacamos como as EVCs podem reduzir a sobrecarga cognitiva ao familiarizar os alunos com ambientes desconhecidos, ajudando assim a gerenciar o “espaço de novidade” frequentemente experimentado durante a exposição inicial ao campo. Os alunos expressaram forte interesse em aplicações mais amplas das EVCs em cursos e disciplinas, particularmente quando enriquecidas com interatividade e tarefas guiadas. Esses achados sugerem que as representações digitais de campo possuem uma promessa significativa para expandir o acesso à educação em geociências e melhorar os resultados de aprendizagem. Pesquisas futuras devem explorar práticas de co-design com alunos e educadores para otimizar as EVCs em termos de equidade, sustentabilidade e impacto pedagógico em diversos ambientes de aprendizagem.
Horota et al. (Terça-feira,) estudaram esta questão.
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