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O potencial do sistema imunológico para inibir ou estimular o crescimento tumoral é um exemplo vívido da natureza "de espada de dois gumes" das respostas imunes. Nossos resultados fornecem evidências de que essa capacidade dual pode ser atribuída, em parte, aos caminhos duais do metabolismo de arginina exibidos pelos macrófagos intratumorais. Especificamente, a rejeição tumoral i.p. em camundongos pré-imunizados P815 é acompanhada de um aumento no metabolismo de arginina dos macrófagos intratumorais para a via da óxido nítrico (NO) sintase que gera citrulina e NO. Um aumento local rápido e acentuado de IFN-gama (tanto mRNA quanto proteína) em camundongos pré-imunizados durante a rejeição tumoral sugere que essa citocina desempenha um papel na regulação da produção de óxido nítrico in vivo. Ao contrário da rejeição tumoral, o crescimento progressivo do tumor i.p. P815 em camundongos ingênuos está associado a uma queda acentuada na produção de citrulina/NO pelos macrófagos intratumorais. A investigação do metabolismo de arginina nos macrófagos via arginase revelou um padrão oposto ao da sintase de NO. A produção local de ornitina/ureia aumenta acentuadamente durante o crescimento tumoral progressivo, enquanto a atividade da arginase diminui durante a rejeição tumoral. Na medida em que o óxido nítrico inibe a replicação celular tumoral, enquanto a ornitina é o precursor das poliaminas necessárias para a replicação celular, esses resultados são consistentes com a conclusão de que o caminho que os macrófagos usam para metabolizar arginina pode influenciar o tipo de respostas imunes do hospedeiro contra o câncer e outras condições.
Mills et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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