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FUNDAMENTO: Os cânceres gastrointestinais (GI) são os tumores humanos mais comuns encontrados em todo o mundo. A maioria dos cânceres GI é irresectável no momento do diagnóstico, e no subconjunto de pacientes submetidos à resseção, poucos são curados. Há apenas uma modesta melhoria na sobrevida com a adição de modalidades como quimioterapia e radioterapia. Devido ao crescente fardo global do câncer, é imperativo integrar estratégias alternativas para melhorar os resultados. É bem conhecido que os cânceres possuem diversas estratégias para evadir a detecção e destruição imunológica. Isso levou à incorporação de várias estratégias imunoterapêuticas, que permitem a reprogramação do sistema imunológico para permitir o reconhecimento e a eliminação eficaz dos tumores GI. MÉTODOS: Foi realizada uma revisão dos resultados de ensaios clínicos publicados que empregavam imunoterapia para cânceres esofágicos, gastroesofágicos, gástricos, hepatocelulares, pancreáticos e colorretais. RESULTADOS: A terapia com anticorpos monoclonais se destacou na última década para o tratamento do câncer colorretal. Os sucessos imunoterapêuticos em cânceres sólidos, como melanoma e câncer de próstata, levaram à investigação ativa da imunoterapia para neoplasias GI, com alguns resultados promissores. CONCLUSÕES: Até o momento, a terapia com anticorpos monoclonais é a única imunoterapia aprovada pela Food and Drug Administration dos EUA para cânceres GI. Ensaios iniciais que validam novas abordagens imunoterapêuticas, incluindo estratégias baseadas em vacinação e terapia celular adotiva, para neoplasias GI demonstraram segurança e a indução de respostas imunes antitumorais. Portanto, a imunoterapia está na vanguarda das terapias neoadjuvantes e adjuvantes para o tratamento e erradicação de neoplasias GI.
Toomey et al. (terça-feira) estudaram essa questão.