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ANTECEDENTES: Após isquemia cerebral focal, os leucócitos aderem ao endotélio perturbado e acredita-se que agravem a lesão por reperfusão. Embora a regulação positiva induzida por isquemia de moléculas de adesão endotelial, a molécula de adesão intercelular-1 (ICAM-1) e a P-seletina, tenha sido observada em animais experimentais, o mecanismo de infiltração de leucócitos cerebrais e, portanto, as possibilidades terapêuticas para reduzi-la em humanos são incertas. MÉTODOS E RESULTADOS: Contamos os granulócitos, macrófagos mononucleares e as porcentagens de microvasos cerebrais expressando ICAM-1 aplicando imunohistoquímica em seções cerebrais mostrando um grau variável de dano neuronal de 11 indivíduos humanos que morreram de 15 horas a 18 dias após acidente vascular cerebral isquêmico e de cérebros normais de controle. Nas regiões infartadas, os granulócitos foram detectados já 15 horas após a lesão (11,3 versus 0,5 células/mm2 no hemisfério não infartado); sua quantidade excedeu 200 células/mm2 em 2,2 dias, mas voltou ao nível normal em 6,3 e 8,5 dias. Infartos agudos (0,6 a 8,5 dias) abrigaram significativamente mais microvasos tingidos de ICAM-1 (até 97% dos microvasos em 1,8 dias) do que o hemisfério não infartado (P < 0,001). Os leucócitos (34 ± 14 células/mm2) estavam abundantes no núcleo do dano neuronal em 17 e 18 dias. CONCLUSÕES: A regulação positiva marcante da expressão de ICAM-1 endotelial, funcionando em conjunto com fatores quimiotáticos, pode causar infiltração de granulócitos durante os primeiros 3 dias após o AVC. Este estudo pode apoiar o uso e a temporalidade das infusões de anticorpos para bloquear moléculas de adesão endotelial na tentativa de reduzir o dano induzido por leucócitos em acidente vascular cerebral.
Lindsberg et al. (Sun,) estudaram esta questão.
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