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PROPÓSITO: Determinar se o controle glicêmico rigoroso previne o desenvolvimento do espessamento da membrana basal (MB) em capilares retinais e glomerulares de ratos diabéticos e se a extensão do desenvolvimento do espessamento da MB está ligada à superexpressão de fibronectina (FN) e ao grau de hiperglicemia. MÉTODOS: Tecidos retinais e corticais renais obtidos de ratos diabéticos com controle rigoroso (TC), diabéticos com controle deficiente (D) e ratos de controle não diabéticos (N) foram submetidos a análises morfométricas e bioquímicas. Em ambos os tecidos, o espessamento da MB capilar foi determinado por microscopia eletrônica, e o nível de proteína FN foi avaliado por análise de Western blot. Medidas rotineiras de nível de glicose no sangue e nível de glicose glicada foram realizadas ao longo do estudo. RESULTADOS: O nível de HbA1c foi significativamente aumentado em ratos D, mas não em ratos TC, em comparação com os de ratos N, com um aumento concomitante na espessura da MB capilar e na expressão da proteína FN em tecidos retinais e renais. Uma forte correlação foi observada entre a espessura da MB capilar retiniana e glomerular (r=0.79, P=0.0001), entre os níveis de proteína FN retiniana e renal (r=0.7, P=0.005), entre os níveis de HbA1c e os níveis de proteína FN na retina (r=0.66, P=0.006) e no rim (r=0.84, P=0.0003), e entre o nível de HbA1c e a espessura da MB em tecidos retinianos (r=0.76, P=0.0002) e renais (r=0.64, P=0.004). CONCLUSÕES: No diabetes, o espessamento da MB se desenvolve de maneira correlacionada em capilares retinais e glomerulares. O controle glicêmico rigoroso pode ser benéfico na prevenção do desenvolvimento patológico do espessamento da MB capilar e da superexpressão de FN em tecidos retinais e renais, dois tecidos-alvo da microangiopatia diabética.
Cherian et al. (Mon,) estudaram essa questão.