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As vesículas extracelulares (EVs) têm ganhado atenção crescente nos últimos anos devido ao seu papel fundamental tanto na saúde quanto na doença. Emergindo de células eucarióticas e procarióticas, as EVs servem como mediadores essenciais da comunicação intercelular, superando as interações simplistas observadas com moléculas individuais. Nesta revisão abrangente, focaremos tanto nas Vesículas Extracelulares Bacterianas (BEV) quanto nas Vesículas Extracelulares Derivadas do Hospedeiro (HEV) e destacaremos princípios mecanísticos, bem como sua transformação em ferramentas diagnósticas e terapêuticas. Começaremos com uma breve introdução à biogênese e às propriedades principais de BEV e HEV. Em seguida, nos concentraremos na composição de BEV e apresentaremos estudos baseados em ÔMICAS que ajudaram a desvendar sua complexa constituição. Como tanto BEV quanto HEV interagem com diferentes barreiras epiteliais e endoteliais e moldam suas propriedades, destacaremos princípios mecanísticos para ambos os tipos de EV. Começando pelo sistema intestinal, onde analisaremos BEV e como essas BEV superam a barreira intestinal para alterar órgãos distantes e o sistema imunológico do paciente. Em seguida, visitaremos outros locais endoteliais e epiteliais do corpo humano e resumiremos como HEV molda essas barreiras e como HEV pode superá-las. Depois, nos voltaremos para abordagens diagnósticas e terapêuticas. Como tanto BEV quanto HEV são atualmente sugeridos como marcadores diagnósticos e estão sendo investigados como agentes terapêuticos potenciais. Por fim, discutiremos os desafios atuais e forneceremos uma perspectiva sobre o futuro na área. Esta revisão busca aumentar a conscientização sobre as EVs derivadas de bactérias e do hospedeiro, ressaltando que elas apresentam dois lados da mesma moeda.
Arnold et al. (Quarta,) estudaram esta questão.