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A associação entre carcinoma cervical e douching vaginal foi examinada em um estudo de caso-controle baseado na população, conduzido na população de baixo risco de Utah entre 1984 e 1987. Os autores compararam 266 casos de carcinoma cervical in situ e invasivo com 408 controles pareados por comportamento de douching vaginal, controlando pela idade, número de parceiros sexuais ao longo da vida, história de tabagismo, atividade religiosa e nível educacional. Essencialmente, nenhuma associação foi encontrada em mulheres que faziam douching uma vez por semana ou menos, mas naquelas que faziam douching mais de uma vez por semana, uma relação consistente foi demonstrada (razão de chances ajustada = 4,7, intervalo de confiança de 95% 1,9-11). Poucas diferenças foram encontradas com o tipo de preparação de douching utilizada. Os autores hipotetizam que o douching frequente altera o ambiente químico vaginal, tornando o colo do útero mais suscetível a mudanças patológicas.
Gardner et al. (1991) estudaram essa questão.