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A importância da pigmentação cutânea humana reside em seu papel protetor contra danos ao DNA induzidos pelo sol e fotocarcinogênese. A pele clara e o cabelo ruivo são caracterizados por uma baixa relação entre eumelanina e feomelanina, e foram associados a um aumento do risco de câncer de pele. A pigmentação cutânea é um traço genético complexo, com mais de 120 genes envolvidos em sua regulação, entre os quais o gene do receptor de melanocortina 1 (MC1R) desempenha um papel crucial. Embora um grande número de polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) tenha sido identificado em genes de pigmentação, muito poucos SNPs foram examinados em relação aos fenótipos pigmentares humanos e ao risco de câncer de pele. Estudos de associação a genoma completo (GWAS) recentes identificaram novos determinantes candidatos de traços de pigmentação, mas o MC1R continua sendo o determinante genético mais bem caracterizado da pigmentação da pele e do cabelo humanos, além de ser o gene de suscetibilidade ao câncer de pele de baixa penetrância mais firmemente validado. Nesta revisão, abordaremos como o sistema de melanocortina regula a pigmentação, o efeito das variantes do MC1R na função fisiológica do receptor MC1, e como variantes específicas do MC1R estão associadas a distintos fenótipos de pigmentação humana.
Dessinioti et al. (Tue,) estudaram esta questão.
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