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Para estudar os determinantes celulares e virais da patogenicidade, foram investigadas interações entre a replicação do coxsackievírus B3 (CVB3) e a fosforilação de tirosina das proteínas celulares. Durante a infecção por CVB3 em células HeLa, proteínas distintas são fosforiladas em resíduos de tirosina, conforme detectado pelo uso de Western blotting antiphosphotyrosine. Duas proteínas de 48 e 200 kDa mostraram aumento na fosforilação de tirosina de 4 a 5 h após a infecção (p.i.), embora a inibição induzida pelo vírus na síntese de proteínas celulares já tivesse ocorrido de 3 a 4 h p.i. Experimentos de fracionamento subcelular revelaram a localização distinta de proteínas fosforiladas em tirosina de 48 e 200 kDa nas frações de citosol e membrana das células infectadas, respectivamente. Além disso, em células Vero infectadas com CVB3, echovírus (EV)11 ou EV12, aumentos na fosforilação de tirosina de uma proteína de 200 kDa foram detectados 6 h p.i. A Herbimycin A, um inibidor específico das cinases de tirosina tipo Src, demonstrou inibir as fosforilações de tirosina induzidas pelo vírus e reduzir a produção de vírions progenitores. Em contraste, em células tratadas com os inibidores staurosporina e calphostin C, a síntese de vírions progenitores não foi afetada. Experimentos de imunoprecipitação sugeriram que a proteína de 200 kDa fosforilada em tirosina em células infectadas por CVB3 é de origem celular. Em resumo, essas investigações começaram a desvendar o efeito da replicação do CVB3, bem como dos EV11 e EV12, na fosforilação de tirosina celular e apoiam a importância dos eventos de fosforilação de tirosina para uma replicação viral eficaz. Esses eventos de fosforilação celular desencadeados durante a infecção por enterovírus podem aumentar a replicação viral.
Huber et al. (1997) estudaram esta questão.