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Embora tenham sido feitas alegações sobre os benefícios à saúde e nutricionais das bactérias lácticas em produtos lácteos fermentados por quase um século, o valor nutricional e terapêutico desses organismos ainda é controverso. Este artigo revisará a base científica dessas alegações. Há inúmeros estudos mostrando que a fermentação de alimentos com lactobacilos aumenta a quantidade, disponibilidade, digestibilidade e assimilabilidade de nutrientes. A base para esta conclusão vem de medições diretas da síntese de vitaminas e do aumento da eficiência alimentar quando produtos fermentados são fornecidos a animais. Vários estudos mostraram que diversos produtos lácteos fermentados reduzem os níveis de colesterol sérico em humanos e animais. Esses estudos são revisados e a validade dessas descobertas é avaliada. Um resumo das evidências que indicam que indivíduos deficientes em lactase podem comer iogurte e os mecanismos envolvidos nesta tolerância é revisado. O papel dos produtos lácteos fermentados na inibição do crescimento tumoral e tumores induzidos quimicamente em animais é discutido e os possíveis mecanismos envolvidos nesse efeito protetor são revisados. Produtos lácteos fermentados e preparações liofilizadas de lactobacilos mostraram ser úteis no tratamento e prevenção de várias infecções intestinais, incluindo salmonelose, shigelose e diarreia induzida por antibióticos. Nesse contexto, um lactobacilo específico designado GG demonstrou ser útil no tratamento de diarreia recorrente causada por uma toxina produzida por Clostridium difficile.
Sherwood L. Gorbach (Mon,) estudou esta questão.