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A patogênese da púrpura trombocitopênica trombótica (PTT) é obscura. Ela se manifesta classicamente por trombos de plaquetas e proliferação localizada de células endoteliais (CE) microvasculares, na ausência de resposta inflamatória. Está associada estatisticamente a doenças retrovirais humanas, mas estudos patológicos das lesões da PTT não conseguiram estabelecer se a perturbação do endotélio é um evento primário ou secundário, independentemente da presença de infecção retroviral. Documentamos que o plasma de todos os quatro pacientes agudos de PTT, com ou sem infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, pode induzir apoptose em CE cultivadas de origem microvascular, mas não de grandes vasos. Este processo foi documentado por três métodos diferentes: (1) dispersão da luz iluminada a laser, (2) quantificação do pico pre-G1 Ao em histogramas de DNA e visualização direta da fragmentação da cromatina por coloração com laranja acridina e 4'6-diamidino-2-fenilindol, e (3) eletroforese em gel de agarose de DNA celular de baixo peso molecular. A apoptose foi independente da secreção do fator de necrose tumoral alfa ou da presença de CD36 em CE microvasculares, mas estava ligada à rápida indução de Fas (CD95) nessas células. Anticorpo anti-Fas solúvel, plasma normal desprovido de crioprecipitado e baixas concentrações (< ou = 0,1 micromol/L) de ácido aurintricarboxílico foram capazes de suprimir a apoptose mediada por plasma de PTT em CE. Em conclusão, a apoptose de CE microvasculares pode ser de importância fisiopatológica na PTT e pode ser suscetível à interrupção pelo bloqueio de sinais iniciadores ou de vias enzimáticas finais comuns que levam à morte celular programada.
Laurence et al. (1996) estudaram essa questão.
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