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Tanto a bupivacaína isobárica quanto a hiperbárica foram utilizadas para anestesia espinhal em cesariana eletiva, mas não está claro se uma é melhor que a outra. O objetivo principal desta revisão sistemática foi determinar a eficácia e segurança da bupivacaína hiperbárica em comparação com a bupivacaína isobárica administrada durante a anestesia espinhal para cesariana eletiva. Incluímos 10 estudos com 614 sujeitos na análise. Não houve evidências de diferenças nem no risco de conversão para anestesia geral, com um risco relativo (IC95%) de 0,33 (0,09-1,17) (qualidade muito baixa da evidência), nem na necessidade de analgesia suplementar, sendo o risco relativo (IC95%) 0,61 (0,26-1,41) (qualidade muito baixa da evidência). Também não houve evidências de diferença no uso de efedrina, na quantidade de efedrina utilizada, na náusea e vômito, ou na cefaleia. A bupivacaína hiperbárica levou menos tempo para atingir uma altura de bloqueio sensorial de T4, com uma diferença média (IC95%) de -1,06 min (-1,80 a -0,31). Devido à raridade de alguns desfechos, variabilidade da dose, uso de medicamentos adjuvantes e técnica espinhal utilizada, ensaios clínicos futuros devem considerar o uso de um tamanho de amostra adequado para investigar o desfecho primário da necessidade de analgesia suplementar.
Sng et al. (2017) estudaram esta questão.
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