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OBJETIVO: Dados de pequenos estudos mostraram a presença de anormalidades plaquetárias em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Buscamos caracterizar a utilidade diagnóstica da agregometria de sangue total (WBA) em uma população ambulatorial aleatória com ICC. MÉTODOS: Amostras de sangue foram obtidas para medir a agregação de sangue total, o tempo de fechamento induzido por cisalhamento, a força contrátil plaquetária, a expressão de GP IIb/IIIa e P-seletina em 100 pacientes consecutivos com ICC. RESULTADOS: Existe uma variabilidade interindividual substancial das características plaquetárias em pacientes com ICC. Não houve diferenças estatisticamente significativas quando os pacientes foram divididos pela incidência de eventos vasculares, necessidades de revascularização de emergência, sobrevida ou etiologia da insuficiência cardíaca. Surpreendentemente, o uso de aspirina não afetou as leituras dos instrumentos também. A agregometria de sangue total correlaciona-se bem com o tempo de fechamento (r(2)=0.587) e com a expressão de GP IIb/IIIa (r(2)=0.435). Uma correlação significativa, mas menos forte, foi observada para a WBA com a expressão plaquetária de P-seletina (r(2)=0.295), e nenhuma correlação foi apresentada para as medidas da força contrátil plaquetária (r(2)=0.030). CONCLUSÕES: Apesar do fato de que os pacientes com insuficiência cardíaca inscritos no estudo EPCOT exibiram mudanças marginais, às vezes em direção oposta, em suas características plaquetárias, a agregometria de impedância do sangue total é, de fato, capaz de servir como uma ferramenta diagnóstica valiosa e pode ser utilizada com sucesso como um dispositivo de triagem estabelecido nesta população. A capacidade da agregometria de sangue total de prever resultados clínicos, ou para o monitoramento de agentes antiplaquetários em pacientes com ICC, será avaliada nos ensaios clínicos em andamento.
Serebruany et al. (2002) estudaram essa questão.
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