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Cristais de troponina C são estabilizados por uma interação intermolecular que envolve o empacotamento da hélice A do domínio N-terminal de uma molécula sobre a fenda hidrofóbica exposta do domínio C-terminal de uma molécula relacionada por simetria. A análise dessa interação de reconhecimento molecular na troponina C sugere um possível modo de ligação de moléculas helicoidais anfifílicas à troponina C e à calmodulina. A partir do modelo fornecido por esse empacotamento da troponina C, foi possível construir um modelo da região de contato da mastoporina como ela poderia estar ligada às duas proteínas de ligação de Ca2+. Um possível modo de ligação da melitina à calmodulina também é proposto. Embora algumas características de ligação sejam similares para os dois peptídeos anfifílicos, o comprimento aumentado da melitina requer uma curva significativa na hélice central da calmodulina, semelhante àquela sugerida recentemente para o peptídeo de ligação da calmodulina da cinase da cadeia leve da miosina (Persechini e Kretsinger: Journal of Cardiovascular Pharmacology 12:501-512, 1988). Não apenas as interações hidrofóbicas são importantes neste modelo, mas há várias interações eletrostáticas favoráveis que são previstas como resultado da modelagem molecular. As regiões da troponina-C e da calmodulina às quais as hélices anfifílicas se ligam são semelhantes às regiões às quais os fármacos neurolépticos, como a trifluoperazina, têm sido previstos para se ligarem (Strynadka e James: Proteins 3:1-17, 1988).
Strynadka et al. (1990) estudaram essa questão.
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