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CONTEXTO: O método analgésico ideal para pacientes submetidos a cirurgia hepato-pancreático-biliar aberta de grande porte continua controverso. A infusão epidural contínua no nível torácico é a escolha padrão, porém preocupações foram levantadas devido às complicações associadas. A morfina intratecal em dose única surgiu como uma alternativa promissora, oferecendo analgesia similar com um perfil de segurança aprimorado. AQUISIÇÃO DE EVIDÊNCIAS: Esta revisão teve como objetivo avaliar a literatura comparando a analgesia com morfina intratecal a outras modalidades analgésicas após cirurgia hepato-pancreático-biliar aberta de grande porte. O desfecho primário foram os escores de dor em repouso e em movimento 24 h após a cirurgia. Os desfechos secundários foram o consumo de opioides pós-operatórios dentro de 72 horas pós-operatórias, tempo de internação (LOS), administração de fluidos intraoperatórios e administração de fluidos pós-operatórios dentro de 72 horas pós-operatórias, e a taxa geral de complicações sistêmicas dentro de 30 dias pós-operatórios. RESULTADOS: Onze ensaios que corresponderam aos critérios de inclusão foram analisados. A morfina intratecal resultou em escores de dor equivalentes ou inferiores quando comparada a técnicas alternativas, mas necessitou de maiores quantidades de opioides pós-operatórios. A morfina intratecal também apresentou redução no LOS e nas exigências de administração de fluidos em comparação com a analgesia epidural, e não houve diferença observada na taxa de complicações maiores entre as modalidades analgésicas. CONCLUSÕES: Em resumo, as evidências sugerem que a morfina intratecal pode ser uma melhor modalidade analgésica de primeira linha do que a analgesia epidural no contexto da cirurgia hepato-pancreático-biliar aberta de grande porte, mas as evidências de alta qualidade que apoiam isso são limitadas.
Tang et al. (Mon,) estudaram essa questão.