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OBJETIVOS: Embora lesões entre atletas universitários sejam comuns e bem estudadas, não houve estudos comparando quais esportes e tipos de lesões possuem as maiores taxas de operação. Esta informação seria valiosa para os órgãos governamentais de atletas e provedores para melhorar a segurança dos jogadores. Nossa hipótese era de que as taxas de incidência de cirurgia variam substancialmente entre esportes e tipos de lesões, com o futebol e lesões no joelho representando o esporte e o tipo de lesão com as maiores taxas de cirurgia, respectivamente. MÉTODOS: Este foi um estudo de epidemiologia descritiva de todas as lesões que requerem cirurgia, conforme registrado no Programa de Vigilância de Lesões da National Collegiate Athletic Association (NCAA) para os anos acadêmicos de 2004-2005 a 2013-2014. As taxas de incidência de cirurgias (e intervalos de confiança de 95%, IC) foram calculadas para cada esporte (por 10.000 exposições atléticas, EA) e para os tipos de lesões mais comuns, por ano acadêmico. Além disso, foram calculados números absolutos de cirurgias realizadas, assim como taxas de retorno ao esporte. RESULTADOS: Os esportes com a maior taxa de incidência de cirurgia (por 10.000 EAs) foram ginástica feminina (8,9; IC 95% 7,2-10,9), futebol masculino (6,1; IC 95% 5,8-6,4) e luta masculina (5,3; IC 95% 4,5-6,3). Os números absolutos de cirurgias relacionadas a lesões realizadas foram maiores para futebol masculino (n = 31.043), basquete feminino (6.625) e basquete masculino (5.717). Rupturas do ligamento cruzado anterior apresentaram a maior taxa de incidência de cirurgia por 100.000 EAs para todos os esportes combinados (7,95; IC 95% = 7,5 a 8,5), e também representaram as lesões com a menor taxa de retorno ao esporte. CONCLUSÃO: A ginástica feminina, o futebol masculino e o basquete masculino e feminino são esportes da NCAA com um risco elevado de lesão que requer cirurgia. Os resultados deste estudo podem orientar a NCAA e os provedores sobre quais esportes devem ser o foco de pesquisas futuras, novas estratégias de prevenção de lesões e alocação de pessoal de saúde durante os eventos.
Taree et al. (2020) estudaram esta questão.
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