Introdução: O manejo inadequado da pele perilesional em feridas complexas, como úlceras do pé diabético e deiscências, retarda a cicatrização e eleva o risco de infecções. O objetivo deste trabalho é descrever uma técnica inovadora e de baixo custo, a P.A.Z., desenvolvida sob ótica multidisciplinar para atuar como barreira física, controlando a umidade e protegendo as bordas. Métodos: A técnica baseia-se na preparação de uma formulação extemporânea. Utilizam-se 5g de óxido de zinco em pó associados a 3 gotas de uma solução aquosa manipulada (azul de metileno a 1% e violeta de genciana a 1%). A mistura é homogeneizada até a formação de uma pasta consistente. A aplicação é estritamente perilesional, sem contato direto com o leito da ferida, seguida do curativo secundário apropriado para a demanda exsudativa da lesão. Resultados: Na aplicação clínica em casos ilustrativos de úlceras neuropáticas e feridas cirúrgicas ortopédicas, a pasta demonstrou fácil aplicabilidade e excelente aderência. Observou-se a formação de uma barreira protetora eficaz contra a maceração das bordas pelo exsudato. As propriedades conhecidas dos corantes sugerem ação antimicrobiana e antifúngica adjuvante, protegendo a epiderme em fase de migração celular. Conclusões: A técnica P.A.Z. apresenta-se como uma estratégia segura, acessível e de fácil execução para a proteção de bordas em lesões do pé e tornozelo. A padronização deste preparo otimiza o microambiente perilesional, favorecendo o desfecho clínico reconstrutivo. PALAVRAS CHAVE: Pé diabético; Cicatrização de feridas; Óxido de zinco. KEYWORDS: Diabetic foot; Wound healing; Zinc oxide.
Assis et al. (Thu,) studied this question.