As vesículas extracelulares (VE) desempenham um papel crucial na comunicação intercelular, em vias de sinalização e na patogênese de doenças ao transportar biomoléculas como DNA, RNA, proteínas e lipídios derivados de suas células de origem, demonstrando um potencial substancial em aplicações clínicas. A sua importância clínica destaca a necessidade de métodos sensíveis para aproveitar plenamente seu potencial diagnóstico. Nesta revisão abrangente, exploramos a heterogeneidade das VE relacionada à biogênese, estrutura, conteúdo, origem, tipo de amostra e funções; o uso das VE como biomarcadores de doenças; e o cenário em evolução da medição das VE para diagnósticos clínicos, destacando a progressão de medidas em massa para a análise de vesículas isoladas. Esta revisão cobre tecnologias emergentes como microscopia de rastreamento de partículas únicas, sequenciamento de RNA de vesículas únicas e várias técnicas baseadas em nanopores, nanoplasmônica, gotas digitais imunológicas, microfluídicas e nanomateriais. Ao contrário dos métodos tradicionais de análise em massa, esses métodos contribuem de forma única para a caracterização das VE. Técnicas como ensaios imunossorventes enzimáticos (ELISA) baseados em gotas para contagem de VE únicas, ensaios de codificação dependentes de proximidade e espectroscopia Raman de superfície aprimorada aumentam ainda mais nossa capacidade de identificar precisamente biomarcadores, detectar doenças mais cedo e melhorar significativamente os resultados clínicos. Essas inovações proporcionam acesso a detalhes moleculares intrincados que expandem nossa compreensão da composição das VE, com profundas implicações diagnósticas. Esta revisão também examina os principais desafios de pesquisa na área, incluindo as complexidades da análise de amostras, sensibilidade e especificidade das técnicas, o nível de detalhe fornecido pelos métodos analíticos e aplicações práticas, além de identificar direções para pesquisas futuras. Esta revisão destaca o valor dos métodos avançados de análise de VE, que contribuem para insights profundos sobre a diversidade patológica mediada por VE e aprimoram os diagnósticos clínicos.
Tran et al. (2025) estudaram esta questão.