A alarmante taxa de degradação florestal da Indonésia, que resulta em aproximadamente 1,45 milhão de hectares perdidos nos últimos cinco anos, tem consequências ecológicas, climáticas e socioculturais de longo alcance. Além da dimensão ambiental, essa crise levanta preocupações teológicas profundas, especialmente dentro da cosmovisão islâmica, que enquadra os seres humanos como khalifah (administradores) encarregados de preservar a Terra. O Alcorão enfatiza a importância do equilíbrio ecológico (mīzān) e condena explicitamente a destruição (fasād) na Terra, sugerindo que o cuidado ambiental é uma obrigação moral e espiritual. Este estudo explora a relevância dos princípios ecoteológicos islâmicos em relação à Lei No. 18 de 2013 da Indonésia sobre a Prevenção e Erradicação da Destruição Florestal. Utilizando uma análise hermenêutica de versículos corânicos selecionados (Al-Baqarah 2:164, Al-Aʿrāf 7:56, e Al-Aḥzāb 33:72), combinada com análise jurídica comparativa, a pesquisa destaca a aliança entre a ética religiosa e a proteção florestal estatutária. Embora a lei reflita uma força processual, ela carece de integração com valores ecoteológicos mais profundos que poderiam inspirar um compromisso público mais forte. É compreensível que estruturas legais frequentemente dependam da aplicação institucional, no entanto, em sociedades religiosas como a Indonésia, abordagens baseadas na fé podem aumentar a legitimidade política e a motivação moral. Este estudo argumenta pela integração de valores corânicos, como administração, moderação e responsabilidade, na educação ambiental e na aplicação legal. Fazer isso pode transformar a conservação florestal de uma mera tarefa regulatória em um ato de devoção espiritual e responsabilidade coletiva. Mais pesquisas empíricas são necessárias para examinar como essa integração se manifesta na prática dentro das comunidades locais, oferecendo insights valiosos para uma governança ambiental mais holística e culturalmente fundamentada.
Nur et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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