Subprodutos vegetais ganharam atenção significativa devido ao seu rico conteúdo em compostos bioativos, que exibem propriedades promissoras antioxidantes, antimicrobianas e antitumorais. Nos países europeus, a geração de resíduos vegetais variou de 35 a 78 kg per capita em 2022, destacando tanto a dimensão do desafio quanto o potencial para valorização. Esta revisão fornece uma visão geral de estudos-chave que investigam o potencial de resíduos vegetais na biomedicina, destacando seus possíveis conteúdos de compostos antioxidantes, suas propriedades antimicrobianas e antitumorais, bem como suas aplicações em dermocosméticos e nutracêuticos. No entanto, apesar de seu potencial, vários desafios devem ser abordados, como a padronização dos protocolos de extração, uma vez que os perfis de compostos bioativos podem variar com a fonte vegetal, as condições de processamento e os métodos de armazenamento. Protocólios eficazes de segregação e armazenamento para resíduos orgânicos domésticos também exigem otimização para garantir a qualidade e a usabilidade dos subprodutos vegetais na biomedicina. Tecnologias emergentes 4.0 poderiam ajudar a identificar subprodutos vegetais adequados para a biomedicina, agilizando seu processo de seleção para aplicações de alto valor. Além disso, a transição de estudos in vitro para ensaios clínicos é dificultada por lacunas na compreensão das propriedades de Absorção, Distribuição, Metabolismo e Excreção (ADME), bem como perfis de interação e toxicidade. No entanto, a educação ambiental e a participação social são cruciais para possibilitar estratégias de bioeconomia circular e inovação biomédica sustentável.
Estarriaga‐Navarro et al. (Qui,) estudaram essa questão.