Este artigo realiza uma análise existencial da mídia sobre as temporalidades favorecidas pelos meios de comunicação algorítmicos e vivenciadas pelos usuários, e as possibilidades relacionadas de individualidade. Especificamente, avanço o conceito de ‘autossuficiência algorítmica’ para indicar uma forma de Eu processual que é temporariamente construído e incessantemente reconstruído dentro das relações temporais que os indivíduos desenvolvem com os meios algorítmicos. Este processo de autossuficiência algorítmica ocorre através de três dinâmicas inter-relacionadas: (1) individuação algorítmica, (2) transdução algorítmica e (3) recursividade. O resultado é uma ‘habitação mundana’ que emerge em uma relação conflitiva com os objetivos, lógica e operações das empresas de tecnologia. Para isso, o artigo se baseia em estudos empíricos sobre tempo digital e identidade, na aplicação da filosofia existencial à teoria da mídia, em estudos críticos de algoritmos e teoria da comunicação. A partir deste quadro, o artigo explora as implicações ontológicas e epistemológicas do processo de autossuficiência algorítmica, oferecendo insights para a teoria social, filosófica e da mídia.
Riccardo Pronzato (Sexta-feira) estudou esta questão.
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