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Embora Nicolau de Cusa (1401–1464) não fale explicitamente sobre “guerra justa” em seus escritos, o terceiro livro de sua obra política mais importante, A Concordância Católica (De Concordantia Catholica), contém várias passagens textuais sobre rixas que revelam sua ideia de uma “guerra justa”. Como doutor em direito canônico, Cusa rejeitou todo tipo de rixas que frequentemente levaram a guerras privadas entre nobres. Ele via as rixas desenfreadas como uma das principais razões para o declínio e desestabilização do Sacro Império Romano. Sua ideia de “guerra justa” é influenciada principalmente por muitos escritos canônicos e teológico-morais, especialmente pelas ideias de Tomás de Aquino em sua Suma Teológica. Para Nicolau de Cusa, a guerra e a violência são justificadas apenas em certas circunstâncias: se forem autorizadas pelo imperador como soberano supremo ou pelos tribunais imperiais, quando há uma causa justa, como defesa contra inimigos externos e internos, e quando são feitas com a intenção correta, como a restauração da paz.
Marco Brösch (Qui,) estudou esta questão.
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