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Introdução A recente e crescente bioinvasão do Callinectes sapidus (conhecido como caranguejo azul) está causando danos nos ecossistemas aquáticos europeus e afetando os meios de subsistência dos pescadores. Nesse contexto, este estudo explora os impactos socioeconômicos dessa bioinvasão sobre os pescadores artesanais de pequena escala nas regiões da Apúlia (sul da Itália) e do Algarve (sul de Portugal), analisando suas percepções e destacando as repercussões dessa bioinvasão em seus meios de vida. Métodos Para isso, realizamos uma pesquisa de campo com pescadores artesanais de pequena escala representativos, com base na abordagem de “Classificação de Impacto Socioeconômico de Espécies Exóticas” (SEICAT), por meio de uma “Análise Fatorial Exploratória” (EFA) e uma “Análise Hierárquica e Análise de Agrupamento K-means”. Resultados e discussão Os resultados revelam que as duas áreas de estudo, Apúlia e Algarve, apresentam percepções marcadamente diferentes sobre o impacto da invasão do caranguejo azul no bem-estar e na atividade dos pescadores. Na Apúlia, a invasão resultou em danos extensos nas redes de pesca, danos físicos, um declínio em outras espécies comerciais, redução nas quantidades de captura, aumento nas horas de trabalho, custos mais altos e rendimentos menores. Em contrapartida, no Algarve, embora os danos nas redes sejam menos severos, as principais preocupações estão relacionadas a danos físicos, aumento nas horas de trabalho, custos mais altos e renda reduzida. Consequentemente, esta pesquisa fornece uma base empírica para a adoção de medidas de gestão e intervenções para mitigar os impactos socioeconômicos do caranguejo azul na comunidade pesqueira e na economia local, contribuindo assim para o bem-estar tanto dos indivíduos quanto do ecossistema marinho.
Nardelli et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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