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Objetivo: O objetivo deste estudo é investigar a divulgação de ESG por empresas públicas brasileiras com o intuito de entender questões relacionadas aos padrões utilizados pelas empresas, principais riscos relatados, as empresas de auditoria, emissão de gases de efeito estufa, etc. Referencial Teórico: Em 2021, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil emitiu a Resolução nº 59 exigindo que as empresas listadas divulgassem informações de ESG em seu Formulário de Referência no modelo de “divulgar ou explicar”. Essa nova regulamentação torna o Brasil um excelente laboratório para investigar a divulgação de informações sobre sustentabilidade. Método: Foi desenvolvida uma métrica, com base na Resolução nº 59/21 da CVM, que trata das divulgações de ESG no Formulário de Referência. As divulgações feitas no exercício financeiro de 2022 foram analisadas utilizando a técnica de análise de conteúdo. A amostra do estudo consistiu nas 81 empresas que compuseram a carteira do Ibovespa no período de setembro a dezembro de 2023. Resultados e Discussão: (i) 78 empresas publicaram relatórios com informações sobre sustentabilidade; (ii) o GRI foi o padrão de divulgação mais amplamente utilizado; (iii) cerca de 74% das divulgações tinham um Relatório de Garantia Limitada de uma empresa independente, em sua maioria uma das empresas “Big 4”; (iv) 78 empresas utilizaram os ODS da ONU em seus relatórios; (v) 51 empresas consideraram as recomendações da TCFD em suas divulgações relacionadas ao clima; (vi) 67 empresas realizaram um inventário completo de emissões de GEE. Implicações da Pesquisa: Há uma necessidade de melhorar as divulgações, focando nas necessidades de informação dos acionistas e credores, e que a exigência de garantia razoável tenderá a exigir melhorias nas práticas e políticas relacionadas à sustentabilidade, bem como nos controles internos. Originalidade/Valor: A divulgação de ESG está crescendo em todo o mundo à medida que as questões de sustentabilidade se tornam mais importantes para os investidores em todo o mundo. O Brasil abriga o maior ativo ambiental do mundo, a Floresta Amazônica, e já desenvolveu várias iniciativas de finanças sustentáveis. De fato, o país está prestes a se tornar um líder global no movimento de sustentabilidade corporativa. Nesse sentido, este estudo deseja contribuir para a literatura existente sobre o tema, bem como para profissionais e reguladores.
Fernando Dal‐Ri Murcia (Ter,) estudou essa questão.
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