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Resumo Para identificar medidas para proteger e conservar comunidades de macrôfagos nas florestas etíopes, precisamos de uma compreensão mais abrangente da diversidade, funções e produção de corpos frutíferos de macrôfagos. Neste estudo, avaliamos comunidades de macrôfagos em três tipos de floresta no Distrito Florestal de Gambo, na Etiópia Centro-Sul. Realizamos o levantamento em 18 parcelas (cada uma com 1000 m²) localizadas em uma floresta de plantação desmate e replantada, uma floresta de plantação antiga e uma floresta natural. Identificamos um total de 132 espécies de macrôfagos, das quais 75% eram saprófitas, 16% eram ectomicorrízicas e 9% eram fitopatógenas. Identificamos 40 espécies comestíveis, incluindo espécies de importância econômica, como aquelas dos gêneros Agaricus, Morchella, Cantharellus, Suillus e Termitomyces. As três florestas apresentaram diferenças significativas (P .001) em termos de composição da comunidade de macrôfagos, com a floresta natural apresentando a maior riqueza de espécies e assembléias comunitárias únicas. No total, 86 espécies de macrôfagos foram coletadas da floresta natural, das quais 28 eram comestíveis. A diversidade de macrôfagos das florestas de desmate e de plantações antigas não diferiu significativamente. Nossos achados sugerem que priorizar a restauração ou preservação de florestas naturais fragmentadas ao invés da expansão de plantações de árvores exóticas seria uma estratégia mais eficaz para conservar e aumentar a diversidade de espécies de macrôfagos e a produção de espécies comestíveis economicamente valiosas.
Megersa et al. (Mon,) estudaram essa questão.