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A proliferação atual de plataformas digitais e a redução da cobertura das artes em meios de comunicação tradicionais no Canadá deram origem a muitos revisores de teatro cujas contribuições ao discurso crítico muitas vezes são desprezadas por falta de legitimização profissional. Este artigo utiliza as formulações de Jacques Rancière sobre o mestre ignorante e o espectador emancipado para questionar a distinção entre críticos profissionais e amadores. Argumenta que os participantes e práticas tipicamente entendidos como amadores proporcionam modelos de crítica que são pluralistas, afetivos e inclusivos. Analisando três estudos de caso centrais - uma coluna de jornal com “espectadores regulares”, críticas de crianças e jovens, e iniciativas de mentoria para críticos emergentes negros, indígenas e pessoas de cor - o artigo demonstra como os amadores desafiam a noção de especialização como um conhecimento exclusivo possuído pela elite. Destaca os benefícios de abrir conversas críticas neste momento crucial em que a indústria do teatro canadense está confrontando sua cumplicidade em injustiças sistêmicas e buscando atrair novos públicos.
Fricker et al. (Mon,) estudaram esta questão.