Dependendo da perspectiva, o tEss de Emma Tennant (1993) pode ser interpretado como um romance neovitoriano, pós-moderno e revisionista. Este artigo tem como objetivo analisar o tEss a partir do aspecto do revisionismo. Ao oferecer uma história familiar a partir de uma perspectiva feminina e combiná-la com uma biografia imaginativa da vida de Hardy e um relato polêmico sobre a história da opressão das mulheres, o narrador pretende desafiar o passado bem conhecido e reescrevê-lo. A era vitoriana é representada como "a última grande era de punição para as mulheres", mas tal representação é estendida a Thomas Hardy. Ao apresentar fatos desconhecidos que retratam o escritor em um contexto negativo, o narrador pretende "abalar" nossa compreensão do passado supostamente bem conhecido e ir para dentro da história. O romance implica que a era vitoriana foi ainda mais sombria do que se costuma pensar, mas essa visão se estende ao presente, que é, sem dúvida, representado de uma forma ainda mais sombria. Ao apontar para padrões visíveis tanto no passado quanto no presente, o objetivo do narrador é destacar os temas atemporais e universais que permeiam todos os períodos literários e históricos, como a opressão das mulheres. Como sugerido pelo romance, a única maneira de acabar com a tradição de subordinação e punição das mulheres é permitir que as mulheres contem suas próprias histórias.
Nataša V. Ninčetović (qui,) estudou esta questão.