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Resumo: Os mecanismos epigenéticos mantêm os estados de expressão gênica dentro de uma célula e através de gerações celulares e envolvem a metilação do DNA e mudanças na cromatina, como modificações de histonas. Esses mecanismos desempenham papéis em processos inflamatórios. Aqui, revisamos os avanços recentes sobre o que sabemos sobre seu impacto na doença inflamatória intestinal (DII). A incidência e prevalência da DII aumentaram significativamente nas últimas décadas, estabelecendo-a como uma das desordens gastrointestinais mais comuns. Mudanças no estilo de vida, incluindo fatores dietéticos, foram identificadas como potenciais contribuintes para esse fenômeno. Embora a herdabilidade da DII não possa ser atribuída exclusivamente a variantes genéticas comuns, seu exame lançou luz sobre o envolvimento de fatores epigenéticos e de cromatina, como DNMT3A e SP140, no desenvolvimento da DII. Estudos focando em SP140 forneceram um paradigma ao demonstrar a associação entre alterações genéticas neste gene e mudanças na estrutura da cromatina, expressão gênica e composição do microbioma, resultando, em última análise, em inflamação anormal. A deleção genética associada a estudos experimentais de colite em camundongos destacou papéis de fatores adicionais importantes ligados à metilação do DNA, MBD2 e UHRF1, e à metilação de histonas, como SETD2, na regulação dos processos inflamatórios no intestino. Mais pesquisas são necessárias para investigar como fatores ambientais contribuem para a predisposição à DII através de mecanismos epigenéticos. Esta linha de investigação tem o potencial de abrir caminho para novas estratégias de intervenção.
Pereira et al. (Sáb,) estudaram essa questão.
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