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Desde o século VIII, os muçulmanos desenvolveram não apenas seu conhecimento no campo da teologia, mas também da astronomia, matemática, química, medicina e outras ciências. É da natureza do Islã incentivar a compreensão e o conhecimento, a pesquisa e o estudo da natureza. O texto quer mostrar que as fundações da tradição científica islâmica existiram mesmo antes da introdução da tradição grega, ou seja, que a idade de ouro da ciência islâmica começou com Abdel al-Malik, um século e meio antes da criação do Bayt al-Hikma em Bagdá no século IX. Por quase um milênio inteiro, os cientistas da civilização islâmica não apenas estudaram e analisaram as ciências gregas (e outras), mas também adicionaram a elas muitos conceitos completamente novos que eram desconhecidos por seus predecessores. As Cruzadas e a invasão mongol influenciaram as circunstâncias em que a ciência islâmica se desenvolveu. A lenta introdução da tecnologia de impressão contribuiu para a desaceleração do desenvolvimento científico, assim como a cessação do uso da língua árabe como franca científica. É importante ressaltar que a Europa no século XII prestou grande atenção às obras islâmicas sobre astronomia, aritmética, trigonometria, óptica, geometria, astrologia e medicina (Mushtaq 1990). A narrativa proposta, portanto, nos diz que a ciência que começou com os gregos chegou aos árabes e muçulmanos, onde foi aceita, assimilada e reorganizada. Então foi transferida para a Europa ao longo dos séculos, onde, em última análise, contribuiu significativamente para a revolução industrial.
Moneef Rafe’ Zou’bi (Qua,) estudou essa questão.
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