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O surgimento da mecanobiologia revelou mecanismos complexos pelos quais as células ajustam a produção de força intracelular às suas necessidades. A maioria das forças intracelulares comunicáveis é gerada pela miosina II, um motor molecular associado à actina que transforma a hidrólise de trifosfato de adenosina (ATP) em contração em células não musculares e musculares. A geração de força dependente da miosina II é rigidamente regulada, e a desregulação está associada a patologias específicas. Aqui, focamos no papel da miosina II (miosina II não muscular, NMII) na geração de força e mecanobiologia. Esboçamos a regulação e o mecanismo molecular da geração de força pela NMII, focando no resultado real da contração, isto é, a aplicação de força para desencadear eventos mecanossensitivos ou a construção de estruturas dissipativas. Descrevemos como as forças geradas pela miosina II impulsionam dois tipos principais de eventos: modificação da morfologia celular e/ou desencadeamento de programas genéticos, que aumentam a capacidade das células de se adaptar a, ou modificar, seu microambiente. Finalmente, abordamos se direcionar a miosina II para prejudicar ou potencializar sua atividade em nível motor é uma estratégia terapêutica viável, como ilustrado por exemplos recentes destinados a modular a função da miosina II cardíaca em doenças cardíacas.
Garrido-Casado et al. (Sun,) estudaram essa questão.