Não se tem dado atenção suficiente à abordagem artística de representar figuras humanas no centro de padrões de rolo duplo na arte budista chinesa. Originário da cultura greco-romana, este motivo entrou na China pela Rota da Seda terrestre por volta do final do século V, evoluindo para dois sistemas. O sistema do Corredor Hexi, centrado em Dunhuang, apresenta predominantemente seres nascidos de lótus segurando cipós. Os tipos figurativos evoluíram de seres nascidos de lótus para seres celestiais, bodhisattvas e budas, com posturas variando de segurar cipós a formar mudras, levantar bandejas de lótus, tocar música e dançar, demonstrando uma clara trajetória de desenvolvimento. O sistema das Planícies Centrais do Norte, sucessivamente centrado em Pingcheng, Qingzhou e Yecheng, desenvolveu uma sequência relativamente completa apenas em figuras de buda. O motivo se espalhou primeiro pelo Corredor Hexi antes de influenciar as Planícies Centrais do Norte. Foi adaptado de seu contexto mediterrâneo original de temas mitológicos e uso funerário ou de templo para ilustrar doutrinas budistas na China, absorvendo elementos das culturas Han, das Regiões Ocidentais e da Ásia Central. Ao esclarecer a origem, propagação, evolução e adaptação do motivo por meio de uma análise sistemática de evidências materiais, este artigo revela uma conexão intrínseca entre a cultura greco-romana e a arte budista chinesa, enriquece a história da troca cultural sino-estrangeira e reflete como o budismo absorveu elementos culturais diversos para alcançar a sinização.
Qiuhong Li (Qua,) estudou esta questão.
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