Resumo A precisão do mapeamento de risco de inundação em modelagem de ruptura de barragens depende fortemente da qualidade do Modelo Digital de Elevação (DEM). Este estudo avalia seis DEMs globais de acesso aberto (SRTM, ALOS PALSAR, AW3D30, COPERNICUS, FABDEM e ANADEM) em simulações de ruptura de barragens para duas barragens brasileiras (Negreiros e Copiti), usando HEC-RAS 2D e LiDAR de alta resolução como referência. Quatro aspectos foram analisados: (1) precisão da elevação; (2) propagação da onda de inundação, incluindo pico de descarga e tempo para o pico; (3) extensão da inundação, com índices de superestimação e subestimação; e (4) risco hidrodinâmico. Os resultados mostram que o AW3D30 produziu consistentemente estimativas de propagação de inundação, extensão e risco mais próximas das do LiDAR. Em contraste, SRTM e PALSAR subestimaram sistematicamente as áreas inundadas, enquanto FABDEM e ANADEM tenderam a superestimar, resultando em cenários de risco conservadores. COPERNICUS e FABDEM alcançaram a maior precisão altimétrica, porém com desempenho hidráulico moderado. Nos estudos de caso, o tamanho da barragem, a geomorfologia e a distância rio abaixo afetaram significativamente a confiabilidade do DEM, com discrepâncias se tornando mais pronunciadas quanto mais distante. As descobertas destacam a influência da escolha do DEM na modelagem de inundações e orientam a avaliação de risco de ruptura de barragens em regiões semiáridas e com escassez de dados, onde DEMs de alta resolução são geralmente indisponíveis.
Salgado et al. (Sun,) estudaram esta questão.
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