Resumo: Examinamos os padrões de gênero e geográficos de autoria (N = 1.273.571) em periódicos de psicologia listados no Scopus (N = 1.398) com base em seu impacto de citação por 4 anos consecutivos (de 2020 a 2023). Observamos equilíbrio de gênero e uma predominância de autores de países WEIRD (Ocidentais, Educados, Industrializados, Ricos e Democráticos) na amostra de autores (N = 921.411). A porcentagem de autores WEIRD variou em função do impacto dos periódicos, de modo que mais autores WEIRD publicaram em periódicos de maior impacto e tinham maior probabilidade de ocupar posições de primeiro e último autor. Nossos achados mostram que, embora mais autores de regiões sub-representadas estejam contribuindo para periódicos de psicologia, periódicos de maior prestígio tendem a ter menos desses autores. Também argumentamos que o aparente equilíbrio de gênero 50/50 pode ainda refletir um viés de representação, ou seja, um número inadequado de mulheres como autoras, dado as taxas base de sua participação profissional em psicologia. Essas percepções são cruciais para fomentar um campo de psicologia mais inclusivo e representativo, que pode levar a práticas de pesquisa mais equitativas e melhores resultados para populações diversas.
Džanko et al. (Terça,) estudaram esta questão.