Introdução: A Medicina Realística (MR) e a Saúde Realística (SR) são dois conceitos sobre cuidados médicos, cuja delimitação ainda apresenta ambiguidades entre os profissionais. Objetivos: Investigar a opinião dos médicos portugueses de medicina geral e familiar (MGF) acerca dos critérios de MR e SR. Métodos: Foram obtidas anuências autoral e ética e realizado questionário específico validado, aplicado em redes virtuais de conversação em 2023 e 2024, com as variáveis: sexo, idade, ser interno de especialidade (MIFE-MGF) e especialista (E-MGF) e tipo de unidade de saúde de trabalho. O consentimento informado permitiu uma só resposta, anónima em escala de Lickert de 1 a 5 (5=Concordo Totalmente), variando o somatório entre [10 a 50] para SR e [6 a 30] para MR. Realizou-se análise de dados descritiva e inferencial não-paramétrica. Resultados: Amostra de conveniência de n=130, 64,3% mulheres, 74,6% trabalhando em USF, tendo 28,5% até 34 anos e 46,9% de 35 a 54 anos, sendo 15,4% internos. O somatório de MR entre MIFE-MGF e E-MGF foi diferente, p=0,032, pontuando mais os MIFE-MGF. Para “Considera que a Medicina Realística é semelhante à Saúde Realística?”, as variáveis sexo (p=0,037) e grupo etário (p=0,039) foram diferentes, sendo os homens e os mais idosos aqueles que mais a reconhecem. Entre a soma de MR e SR para E-MGF verificou-se correlação moderada positiva e significativa, r=0,497, p<0,001, sendo fraca positiva e não significativa para MIFE-MGF, r=0,277, p=0,237. Discussão/Conclusão: Este estudo inédito e exploratório destaca escassez de clareza conceptual entre os respondentes quanto a MR e SR, especialmente para MIFE-MGF na mais lata SR.
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Carvalho et al. (2026) studied this question.
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