O caso é de um homem na faixa dos 60 anos com histórico de exposição ao amianto. Ele foi encaminhado pela clínica local para investigação de anemia e, na ultrassonografia abdominal de triagem, foi identificada uma massa de 15 mm no segmento S8 do fígado. Com base nos achados, que mostraram uma borda com baixa ecogenicidade, foram realizados vários exames para descartar a possibilidade de tumor hepático metastático. Na tomografia computadorizada com contraste, observou-se um efeito de contraste persistente, enquanto na EOB-MRI, a massa apresentou alta sinalização em difusão e baixa sinalização na fase hepatocelular, levando à consideração de tumores malignos primários do fígado, como câncer de ducto biliar intra-hepático ou colangiocarcinoma. Os exames de imagem não levaram a um diagnóstico definitivo, então foi realizada uma biópsia guiada por ultrassom, diagnosticando adenoma de ducto biliar intra-hepático. Após o diagnóstico, foi mantido um acompanhamento, mas não houve mudanças na lesão ao longo de 4 anos. O adenoma de ducto biliar intra-hepático é raro e sua etiologia é incerta. Este caso apresenta histórico de exposição ao amianto, mas não foi estabelecida uma relação com o adenoma. Com os avanços nas imagens, muitas massas hepáticas não requerem biópsia para diagnóstico, mas o adenoma de ducto biliar intra-hepático é considerado um dos tumores hepáticos que necessitam de diagnóstico histológico.
Yamakawa et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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