Este estudo explora a relação entre desigualdades espaciais e sociais que afetam os jovens. O objetivo é analisar essa relação considerando as circunstâncias dos jovens e verificar em que medida condições sociais favoráveis associadas à vida nas cidades mais relevantes e dinâmicas são uma expressão de ‘efeitos de local’. O estudo é baseado em um questionário com respostas de mais de 5000 jovens. Para obter uma compreensão mais profunda das desigualdades espaciais e sociais vivenciadas pelos jovens, foram empregadas tanto estatísticas inferenciais quanto um modelo de regressão logística. Os resultados sugerem que, quando a dimensão socioespacial é devidamente considerada, as desigualdades se aprofundam em termos dos diferentes contextos sociais que continuam a determinar os caminhos de muitos jovens. O processo de periferização dos territórios contribui para a manutenção de desigualdades estruturais entre cidades mais densas e urbanizadas e aquelas que vivem em áreas mais periféricas. Os resultados revelam a existência de ‘efeitos de local’, mostrando uma forte relação entre o acesso dos jovens às cidades mais importantes do país e seu histórico social.
Tavares et al. (Qui,) estudaram essa questão.