O setor agroalimentar está passando por uma transformação profunda, impulsionada pela combinação de pressões da mudança climática, escassez de recursos, estruturas políticas e expectativas em evolução dos consumidores. Nesse contexto, tecnologias digitais e verdes surgiram como facilitadores-chave de sistemas alimentares mais sustentáveis, transparentes e resilientes. Esta revisão fornece uma visão abrangente das fundações conceituais, motores tecnológicos e estruturas políticas que moldam a transição digital e verde do setor agroalimentar. Tecnologias digitais — incluindo agricultura de precisão, sistemas de sensor e aquisição de dados, inteligência artificial, blockchain e plataformas de dados — são examinadas em relação ao seu papel na melhoria da eficiência do uso de recursos, rastreabilidade e tomada de decisões ao longo da cadeia de valor alimentar. Paralelamente, tecnologias verdes e práticas sustentáveis na produção, processamento e gestão de resíduos de alimentos são discutidas, com ênfase na otimização de recursos, abordagens de economia circular e redução do impacto ambiental. Esta revisão ainda destaca o papel das estruturas políticas europeias e globais, como o Acordo Verde Europeu e a estratégia da Da Fazenda à Mesa, na orientação da adoção tecnológica e alinhamento da inovação com objetivos de sustentabilidade. Ao sintetizar perspectivas tecnológicas, ambientais e políticas, este trabalho ressalta a importância de estratégias digitais-verdes integradas para alcançar a sustentabilidade de longo prazo, competitividade e resiliência em sistemas agroalimentares.
Kostic et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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