Artigo discute a arquitetura Janus na engenharia de software 4.0, sugerindo novos mecanismos de produção e governança.
A evolução da engenharia de software nas últimas décadas tem sido marcada por sucessivos deslocamentos de foco produtivo. Inicialmente centrada na codificação manual de algoritmos e estruturas de dados, a atividade passou gradualmente a incorporar preocupações com processos, arquitetura e modelagem de domínio. Mais recentemente, observa-se o surgimento de um novo estágio, caracterizado pela crescente formalização do conhecimento da solução e pela busca de mecanismos que permitam sua materialização sistemática em diferentes tecnologias. Este artigo discute o papel da arquitetura **Janus** nesse contexto, propondo interpretá-la como uma manifestação prática das transformações associadas ao que se tem denominado **Engenharia de Software 4.0**. O modelo organiza a produção de software como um processo baseado na criação e evolução de linguagens especializadas de solução, formalizadas na *Solution Definition Language (SDL)*, interpretadas segundo contratos semânticos modulares (*Layer Specification Contracts — LSC*) e materializadas por meio de mecanismos de projeção tecnológica definidos na *DevBot Language (DBL)*. A proposta sugere que parte significativa do esforço tradicional de implementação pode ser deslocada para a construção de ativos reutilizáveis de linguagem e geração, favorecendo maior governança arquitetural, redução de retrabalho e potencial aumento de escala produtiva em classes recorrentes de sistemas corporativos. Ao analisar implicações organizacionais, técnicas e conceituais dessa abordagem, o artigo busca contribuir para a compreensão do software como atividade parcialmente industrializável, estruturada em torno da formalização disciplinada da solução.
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Mozar Baptista da Silva (2026) studied this question.
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