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Técnicas sensíveis para monitorar a doença residual mínima (DRM) em mieloma múltiplo (MM) são necessárias para avaliar a eficácia de novas estratégias de tratamento intensivo. O objetivo do presente estudo foi explorar a aplicabilidade e sensibilidade da imunofenotipagem por citometria de fluxo e dos estudos de ploidia de DNA para investigação de células plasmáticas myelomatosas residuais (CP) em pacientes com MM. Amostras de medula óssea (MO) de 61 pacientes com MM não tratados foram analisadas imunofenotipicamente com um painel de 21 anticorpos monoclonais, utilizando um método de alta sensibilidade baseado em um procedimento de aquisição em duas etapas através de um 'live-gate' SSC/CD38-CD138+. No total, em 87% dos casos de MM, as CP exibiram um fenótipo aberrante no diagnóstico. Os critérios aberrantes mais importantes foram: superexpressão do antígeno CD56 (62%), CD28 (16%) e CD33 (6%) e expressão assíncrona de CD117 (28%), sIg (21%) e CD20 (10%). A aneuploidia de DNA foi encontrada em 62% dos casos. O uso simultâneo dessas duas técnicas permitiu a detecção de CP aberrações/aneuplóides em 95% dos casos. Com base em experimentos de diluição, o limite de detecção de ambas as técnicas variou de 10(-4) a 10(-5). Em 29 coletas de células-tronco e 19 amostras de MO obtidas 3 meses após o transplante autólogo, investigamos a presença de CP myelomatosas residuais; elas foram detectadas em 44% das coletas de células-tronco e em 61% das amostras de MO obtidas após o transplante. A porcentagem de CP patológicas não mudou significativamente durante os dias de coleta. Em resumo, o presente estudo mostra que o uso combinado de imunofenotipagem e estudos de ploidia de DNA é uma abordagem adequada para a investigação da DRM em pacientes com MM, com base em sua aplicabilidade (95% dos casos) e sensibilidade (até 10(-5)).
Almeida et al. (Sex,) estudaram essa questão.