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A replicação de material formal-estrutural concreto (formas morfo-fonológicas com significados associados) de uma língua para outra é entendida universalmente como uma instância de ‘empréstimo’ gramatical e lexical (seguimos o uso comum aqui e não atribuimos nenhum juízo de valor à palavra ‘empréstimo’ em si, que é obviamente apenas uma metáfora). Mais controversa é a interpretação da mudança estrutural induzida pelo contato que não envolve tal replicação de formas, mas se manifesta por meio de mudanças de significado, distribuição ou organização de material herdado, inspirado por um modelo externo. Essas mudanças são às vezes referidas como ‘desenvolvimentos convergentes’ e são frequentemente típicas de áreas linguísticas. Exploramos a posição da convergência linguística desse tipo no contexto geral da mudança induzida pelo contato. Levando em consideração trabalhos recentes sobre convergência linguística no contexto da teoria da gramaticalização (Heine & Kuteva 2005), abordamos o mecanismo que está envolvido quando recursos internos da língua são empregados para replicar um modelo externo. Tentamos rastrear esse mecanismo até suas raízes no nível da organização do discurso comunicativo em ambientes multilíngues.
Matras et al. (Ter,) estudaram essa questão.