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• Este artigo traz uma contribuição teórica ao analisar o surgimento do capital digital e sua relação com os capitais sociais, econômicos, pessoais, políticos e culturais já existentes (os cinco capitais, 5Cs de agora em diante). • Ele se refere às maneiras pelas quais a interação entre o capital digital e os 5Cs gera desigualdades na experiência online (segundo nível da divisão digital), e como esse novo capital contribui para a criação do terceiro nível da divisão digital, visto como as desigualdades nos benefícios sociais retornados pelo uso da Internet (van Deursen e Helsper, 2015, Ragnedda, 2017). • Explica como, para rentabilizar os recursos obtidos no âmbito digital e transformá-los em recursos sociais, os indivíduos precisam de uma inter-relação positiva entre o capital digital e os capitais sociais (Bourdieu, 1983, Coleman, 1990, Putnam, 1995), políticos (Syed e Whiteley, 1997), econômicos (Bourdieu, 1983), pessoais (Becker, 1996) e culturais (Bourdieu, 1983). Essa interação ajuda os indivíduos a transformar os recursos digitais em recursos sociais e a explorar todas as vantagens oferecidas pela Internet. • Define capital digital (primeira tentativa até agora) e as razões pelas quais nós – como pesquisadores de comunicação e seus aspectos sociais e tecnológicos – precisamos introduzir um novo capital em nosso conjunto teórico. • Preenche uma lacuna na literatura ao propor uma definição sutil de capital digital (como um novo “capital bourdieusiano”) e analisar como sua relação com os 5Cs influencia as desigualdades digitais e como pode reforçar ou mitigar desigualdades sociais anteriores.
Massimo Ragnedda (Sex,) estudou essa questão.
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