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Para investigar a evolução do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) na população imunológica, coincupi bamos o vírus autêntico com um plasma altamente neutralizante de um paciente convalescente de COVID-19. O plasma neutralizou completamente o vírus por sete passagens, mas, após 45 dias, a deleção de F140 no domínio N-terminal da proteína spike (NTD) na alça N3 levou a uma quebra parcial. No dia 73, ocorreu uma substituição E484K no domínio de ligação ao receptor (RBD), seguida, no dia 80, por uma inserção na alça NTD N5 contendo um novo sequon de glicano, que gerou uma variante completamente resistente à neutralização pelo plasma. A modelagem computacional prevê que a deleção e a inserção nas alças N3 e N5 previnem a ligação de anticorpos neutralizantes. O recente surgimento no Reino Unido, África do Sul, Brasil e Japão de variantes naturais com mudanças semelhantes sugere que o SARS-CoV-2 tem o potencial de escapar de uma resposta imune eficaz e que vacinas e anticorpos capazes de controlar variantes emergentes devem ser desenvolvidos.
Andreano et al. (Sex,) estudaram essa questão.