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Staphylococcus aureus é um microrganismo com uma incrível capacidade de se adaptar a diferentes nichos dentro do corpo humano. Aproximadamente entre 20 e 30% da população é colonizada de forma permanente, mas assintomática, por S. aureus no nariz, e outros 30% podem carregar S. aureus intermitentemente. Foi estabelecido que a colonização nasal é um fator de risco para infecção em outros locais do corpo, incluindo infecções leves a graves de pele e tecidos moles. A pele possui características distintas que a tornam um nicho hostil para muitas bactérias, atuando, portanto, como uma forte barreira contra microrganismos invasores. A pele saudável é desidratada; tem um pH baixo na superfície; a camada superior é constantemente renovada para remover as bactérias aderidas; e vários peptídeos antimicrobianos do hospedeiro são produzidos. No entanto, S. aureus é capaz de superar essas defesas e colonizar esse microambiente. Além disso, essa bactéria pode se adaptar de forma muito eficiente aos estressores presentes na pele em condições patológicas, como ocorre em pacientes com dermatite atópica ou que sofrem de feridas crônicas associadas ao diabetes. O foco deste manuscrito é revisar o conhecimento atual sobre como S. aureus se adapta a essas diversas condições cutâneas que causam infecções persistentes e recorrentes.
Gehrke et al. (Sat,) studied this question.