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(1) Contexto: O objetivo do estudo foi analisar de forma abrangente a relação entre o microbioma oral da mãe, modos de parto e alimentação, e a formação do microbioma oral da criança recém-nascida. (2) Métodos: Esta revisão sistemática incluiu uma busca na base de dados MEDLINE (PubMed) (de 2010 a julho de 2020). A pesquisa foi registrada no PROSPERO sob o número CRD42021241044. (3) Resultados: Dos 571 estudos, 11 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos incluídos foram classificados de acordo com (i) modo de parto da criança, (ii) exposição materna a antibióticos e desinfetantes, e (iii) tipo de alimentação. (4) Conclusões: A interpretação desses artigos mostra que o tipo de parto, a exposição materna a desinfetantes e antibióticos durante o parto, a saúde materna classificada como sobrepeso, diabetes mellitus gestacional e tipo de alimentação estão correlacionados a alterações nos microbiomas orais materno e neonatal precoces, com base na análise fornecida nesta revisão sistemática. Como não existem evidências sobre o impacto da dieta materna e da saúde bucal materna no estabelecimento e desenvolvimento do microbioma oral neonatal precoce, mais estudos são necessários para aprofundar o conhecimento e a compreensão do assunto e desenvolver estratégias preventivas e terapêuticas de apoio às gestantes.
Nardi et al. (Sun,) estudaram esta questão.