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Contexto: Intervenções em saúde digital têm o potencial de melhorar a saúde em larga escala globalmente, ao melhorar o acesso a serviços de saúde e informações relacionadas à saúde, mas tendem a beneficiar grupos mais ricos e privilegiados mais do que aqueles menos privilegiados. Métodos: Nesta revisão narrativa, descrevemos como essa 'divisão digital em saúde' pode se manifestar em três níveis diferentes, refletindo desigualdades em acesso, habilidades e benefícios ou resultados (ou seja, a primeira, segunda e terceira divisões digitais). Também discutimos quatro causas principais dessa divisão digital: (i) a literacia em saúde digital como um determinante fundamental; (ii) outros determinantes em nível pessoal, social, comunitário e societal; (iii) como a tecnologia e o desenvolvimento de intervenções contribuem para; e (iv) como a prática de pesquisa atual exacerba a divisão digital em saúde ao desenvolver uma base de evidências tendenciosa. Finalmente, formulamos implicações para pesquisa, políticas e prática. Resultados: Recomendações específicas para pesquisa incluem manter intervenções em saúde digital e instrumentos de medição atualizados com as rápidas mudanças tecnológicas e envolver populações diversas no desenvolvimento e avaliação de intervenções digitais. Para políticas e práticas, exemplos de recomendações são insistir em um design inclusivo e acessível da tecnologia em saúde e garantir que o suporte para a implementação de intervenções em saúde digital priorize aqueles mais vulneráveis à divisão digital. Conclusão: Concluímos destacando a importância de abordar a divisão digital em saúde para garantir que, à medida que a presença inevitável das tecnologias digitais cresce, não deixe aqueles que mais poderiam se beneficiar da tecnologia em saúde inovadora para trás.
Western et al. (qua,) estudaram essa questão.
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