ResumoA aparente ausência de sinais extraterrestres é comumente interpretada como uma evidência da raridade ou ausência de inteligência avançada. Esta nota propõe uma hipótese alternativa fundamentada em uma teoria centrada na estabilidade de sistemas adaptativos. Argumenta-se que a detectabilidade não é uma propriedade primitiva dos sinais, mas uma propriedade relacional que emerge da interação entre o sistema emissor e as restrições de representação e viabilidade do observador. Dentro deste framework, sistemas inteligentes são modelados como estruturas adaptativas limitadas operando sob filtragem de condensação e viabilidade. Sinais que não se mapeiam no espaço de representação relevante para a viabilidade do observador podem falhar sistematicamente em ser reconhecidos como sinais, mesmo quando presentes. Além disso, emissões que aumentam a exposição à instabilidade podem ser suprimidas, evitadas ou codificadas em formas indistinguíveis de processos físicos de fundo. A hipótese resultante implica que o silêncio observacional não implica na ausência de sinais, mas pode refletir uma condição estrutural de não reconhecimento. A detectabilidade é, portanto, reformulada como um problema de interseção entre sistemas adaptativos, em vez de uma propriedade da energia ou informação emitida isoladamente.
Roman Lukin (Sáb,) estudou essa questão.