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Adolescentes do sexo feminino de comunidades socioeconomicamente desfavorecidas na Cidade do Cabo, África do Sul, que abandonaram a escola, usam substâncias e se envolvem em comportamentos sexuais de risco estão em risco de infecção pelo HIV. Intervenções comportamentais focadas em gênero, adaptadas para essa população-chave, são necessárias para mitigar esses fatores de risco. Um ensaio piloto de uma intervenção de redução de risco voltada para mulheres adolescentes foi conduzido (N = 100), com uma consulta de acompanhamento após um mês. As participantes do grupo de intervenção participaram de dois workshops em grupo. Os dados foram analisados para diferenças significativas dentro e entre os grupos. Na linha de base, 94% das participantes testaram positivo para cannabis, 17% eram HIV-positivas e 11% estavam grávidas. Noventa e duas participantes retornaram para o acompanhamento de 1 mês. No acompanhamento, a proporção que testou positivo para o uso de cannabis diminuiu significativamente tanto no grupo de intervenção (p = 0.07) quanto no grupo controle (p = 0.04). Sexo prejudicado com qualquer parceiro (p = 0.02), ou com o parceiro principal (p = 0.06) diminuiu entre o grupo de intervenção. Sexo prejudicado com um parceiro principal foi menos provável no grupo de intervenção (p = 0.07) no modelo de regressão. Em conclusão, os resultados indicam a necessidade de intervenções de prevenção ao HIV entre adolescentes do sexo feminino fora da escola. A aceitabilidade da intervenção foi alta, e houve algumas diminuições no comportamento sexual de risco entre as participantes da intervenção, o que é promissor. Pesquisas futuras de intervenção com essa população-chave envolvendo tamanhos de amostra maiores e períodos de acompanhamento mais longos ajudarão a determinar a eficácia da intervenção.
Carney et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.